
Aí sim, pura vibe Gabriel Pensador anos 90, "Estudo Errado" + "Cachimbo da Paz". Toma essa: *SACO CHEIO DE I.A.* [Verso 1] Acordo de manhã, o celular já tá falando "Bom dia, chefe, já tô te analisando" Não pedi conselho, não pedi pitaco Mas a IA já sabe até meu macaco Abro o feed, é tudo igual, gerado Foto perfeita, texto decorado Menina que não existe vendendo curso De como ficar rico sem nenhum recurso [Pré-Refrão] Eu só queria um pão na chapa e um café sem QR Code Sem ter que provar que eu não sou robô [Refrão] Tô de saco cheio de I.A. Todo mundo é gênio, ninguém sabe mais errar Tô de saco cheio de I.A. Se perguntar pra ela quem sou eu Ela vai me explicar [Verso 2] Antigamente a gente colava da enciclopédia Agora cola do Chat e chama de estratégia Trabalho da escola em 2 segundos tá pronto E o professor corrigindo com outro Chat tonto Meu amigo fez música, letra, capa e clipe Sem tocar um acorde, sem sujar o alpíper Fez sucesso, ganhou like, ficou famosão E nem sabe afinar o próprio violão Pede uma receita, ela te dá 3 Pede um conselho amoroso, ela te ilude outra vez "Como ser feliz?" ela responde sorrindo Enquanto a gente aqui vai se iludindo [Refrão] Tô de saco cheio de I.A. Quero gente que gagueja, que tropeça ao falar Tô de saco cheio de I.A. Quero erro humano, quero sujar a mão Quero escrever torto no guardanapo da padaria Não no prompt da perfeição [Ponte - falado, bem Gabriel] Calma lá, eu não sou contra o progresso não A tecnologia ajuda, isso é mó legal, irmão O problema é quando a gente terceiriza o coração E esquece que viver dá trabalho Dá calo na mão Pensar dói, criar dói, amar dói também Mas é essa dorzinha que faz a gente ser alguém Máquina não cansa, não chora, não tem saudade Máquina não toma cerveja quente na laje Então deixa ela lá, fazendo planilha Que a vida real acontece aqui na trilha [Refrão Final - mais lento e gritado] Tô de saco cheio de I.A.! Deixa eu ser burro, deixa eu tropeçar! Tô de saco cheio de I.A.! Se for pra ser perfeito, prefiro nem postar!

