
(estrofe 1) No mapa da esperança surgiu desolação, Uma terra prometida virou frustração, E disseram que o céu, em severa decisão, Fechou para uma geração inteira a realização. (estrofe 2) Pais e mães ouviram no silêncio do arrebol, Que seus passos cessariam antes do novo sol, Como se o medo humano, ao vacilar no chão, Merecesse a sentença da eliminação. (estrofe 3) No pó das sandálias, no calor do caminhar, A dúvida tornou-se culpa sem lugar, E eu pensei por muitos anos sem contestar, Que Deus podia desistir de quem começou a hesitar. (estrofe 4) Mas meu coração indagava em secreta oração, Se o Amor eterno condena toda uma geração, Como poderia Jesus, com tanta compaixão, Ser o mesmo rosto dessa implacável punição? (refrão) Perdão Senhor, não és juiz de condenação, Que fecha o futuro de toda uma geração, Em Jesus Cristo vejo paciência a florescer, Teu amor espera, sustenta e faz renascer. (estrofe 5) Então Te vi contando histórias ao entardecer, De filhos perdidos que puderam retornar e viver, De pastores buscando uma ovelha a se afastar, Sem jamais cansar-se de procurar. (estrofe 6) Te vi chamando Pedro Apóstolo após ele Te negar, E em vez de rejeitá-lo, tornaste-o a restaurar, Provando que a falha não encerra a missão, Mas pode amadurecer o coração. (estrofe 7) Não decretaste morte para quem temeu, Nem anulaste o sonho de quem enfraqueceu, Pois Tua graça é rio de contínua provisão, Que atravessa desertos com consolação. (refrão) Perdão Senhor, não és juiz de condenação, Que fecha o futuro de toda uma geração, Em Jesus Cristo vejo paciência a florescer, Teu amor espera, sustenta e faz renascer. (estrofe 8) Quantos ainda vivem presos à antiga visão, Pensando que um erro cancela sua vocação, Carregando no peito a sombra de um “nunca mais”, Quando Teu amor sempre oferece novos ais... e novos cais. (estrofe 9) Mas Tu conheces o tempo de cada coração, Os tropeços, as pausas, a lenta transformação, E em vez de selar destinos com rigor, Cultivas a esperança com infinita flor. (estrofe 10) Hoje vejo o deserto como escola de aprender, Não como sentença para deixar de viver, E descubro em Cristo, sem medo de errar, Que Teu plano é curar, acompanhar e amar. (ponte) Falhei ao anunciar um Deus que encerra jornadas, Que transforma dúvidas em portas lacradas, Que escreve sobre vidas um irreversível “não”, Quando em Jesus sempre existe restauração. (refrão) Perdão Senhor, não és juiz de condenação, Que fecha o futuro de toda uma geração, Em Jesus Cristo vejo paciência a florescer, Teu amor espera, sustenta e faz renascer. (refrão final) Hoje me acolho inteiro, com minhas estações, Com risos e lágrimas, perdas e reconstruções, Mesmo quando a tristeza decide me visitar, Escolho a alegria e continuo a me amar. (refrão final) Descanso em Ti, Jesus, ternura sem igual, Jamais serias sentença fria e fatal, És Deus de esperança, princípio e calor, Imutável para sempre em absoluto amor.

