Molde o tempo, dê tempo a ele, ele quer atenção, quer alguém que o escute. Sente-se sozinho, às vezes incompreendido, carrega injustiças de um trabalho difícil. Ama coisas antigas, guarda histórias na mão, mas quando olha o futuro renova a direção. Sua vitrola é velha, mas sua canção é nova, gira o disco da vida enquanto o mundo se transforma. [Pré-refrão] Molde o tempo, entregue sua paciência, há segredos escondidos no silêncio da existência. [Refrão] Molde o tempo, não tente prendê-lo, dê amor enquanto houver tempo para vivê-lo. O amor responde à bondade de escutá-lo, e o maior presente da vida é aprender a eternizá-lo. [Verso 2] O tempo não tem pressa, mas conhece o caminho, às vezes anda distante, às vezes anda sozinho. Ele leva nossas dores, traz memórias de volta, abre portas para o novo quando uma antiga se fecha. E tudo que parecia perdido ganha outro significado, porque o tempo transforma o presente em passado. Mas aquilo que foi vivido não desaparece jamais, fica dentro da memória e renasce quando a gente ama. [Ponte] Seu maior presente é a imortalidade, não a do corpo, mas a daquilo que permanece. Uma palavra, um abraço, uma canção, uma verdade... O tempo sempre foi generoso com quem aprendeu a escutá-lo. [Refrão final] Molde o tempo, não tente prendê-lo, dê amor enquanto houver tempo para vivê-lo. Seja paciente, deixe a vida encontrá-lo, porque o tempo é generoso com quem sabe acompanhá-lo. Sua vitrola é velha, mas sua canção é nova... Molde o tempo, molde o tempo... E deixe o tempo moldar você.