
(estrofe 1) As ondas do mar vêm e vão sem parar, Como suspiros da Terra a respirar, Beijam a areia, voltam ao lar, Num ritmo antigo de eternizar. (estrofe 2) Elas cantam segredos do abissal, Dançam ao vento num rito natural, São versos líquidos de amor universal, Que unem o céu ao fundo do sal. (estrofe 3) Quando tocam a rocha, fazem canção, Escrevem espumas com precisão, E deixam no ar a sensação, De que o mundo pulsa em oração. (refrão) Ondas que vêm, ondas que vão, Levam tristezas, trazem perdão, No vai e vem do coração, A vida se refaz na imensidão. (estrofe 4) Sob o sol dourado ou o céu de luar, Elas refletem o tempo a passar, E ensinam que tudo pode mudar, Mas sempre há volta, sempre há mar. (estrofe 5) Nosso amor é como o mar a mover, Traz calma, tempestade e renascer, Cada onda é um toque a dizer, “Eu volto, amor, só pra te ver.” (refrão) Ondas que vêm, ondas que vão, Levam tristezas, trazem perdão, No vai e vem do coração, A vida se refaz na imensidão. (estrofe 6) O som do mar embala a razão, E ensina a alma a ter compaixão, Mostrando que o fim é ilusão, Pois o ciclo é pura criação. (estrofe 7) E assim, no eterno vai e vem, Aprendo a ser parte do além, Sou gota, sou vento, sou alguém, Que nas ondas do mar se refaz também. (refrão) Ondas que vêm, ondas que vão, Levam tristezas, trazem perdão, No vai e vem do coração, A vida se refaz na imensidão.

