[Intro – meio circense, guitarras brincalhonas] Esfreguei a lâmpada, oh-oh-oh, E um gênio cansado gritou: “Chega de desejos, tô de saco cheio! Dois mil anos nisso, eu mereço um recreio!” [Verso 1] Então eu disse: “Bora trocar, Você vem viver e eu vou brilhar! Realizo mil sonhos, sem limite nenhum, Enquanto você encara meu mundinho comum.” [Pré-Refrão] Ele riu debochado, mas não pensou, De repente na minha pele acordou… [Refrão] Agora é você no meu lugar, Segura a escola, tenta aguentar! Meu mundo é rosa, mas sufoca também, Não é só mágica, tem um peso além. Agora é você no meu lugar, O gênio da lâmpada sem desejar, E eu, Valéria gênia, só rindo daqui, Quero ver você sobreviver sem fugir! [Verso 2] Primeiro dia: boletim na mesa, Segunda-feira, cobrança surpresa. Ele grita: “Prefiro guerras antigas, Do que festa de quinze e fofocas de amigas!” Nos corredores, não sabe andar, Nem segurar o celular pra postar. Enquanto isso, eu concedo desejos, Sorrisos fáceis, sem tantos tropeços. [Pré-Refrão] Ele já chora: “Troca de volta!”, implorou. Mas eu sorrio e digo: “Agora sou eu que mando, amor!” [Refrão] Agora é você no meu lugar, Segura a escola, tenta aguentar! Meu mundo é rosa, mas sufoca também, Não é só mágica, tem um peso além. Agora é você no meu lugar, O gênio da lâmpada sem desejar, E eu, Valéria gênia, só rindo daqui, Quero ver você sobreviver sem fugir! [Ponte – teatral, fala com ironia] “Ah, achou difícil dois milênios de pedidos? Experimenta sobreviver ao almoço de domingo! Selfies, regras, e essa vida inflexível… Viu? Nem tudo que brilha é incrível!” [Refrão Final] Agora é você no meu lugar, Já cansou, quer até implorar. E eu, Valéria gênia, só brinco, afinal: Viu? Minha vida é mais dura que qualquer ritual! [Outro – riso debochado] “Desejo concedido? Não! Dessa vez, é não!”