
Caminho lento sobre a terra, ouvindo a voz do coração, há tanto mundo em cada alma, há tanto “eu” no outro irmão. Se o olhar se abre além da dor, a diferença vira cor, e o amor floresce inteiro no espaço entre o “eu” e o “outro” ser. Alteridade, palavra linda que nos faz crescer, é ver o outro e se reconhecer. Onde os pés tocam o chão e encontram o céu, nasce o sentido de viver. Nenhum caminho é solitário, se há escuta no caminhar, sou parte tua, és parte minha, somos espelho a se olhar. Quando o silêncio acolhe o som, a distância vira dom, e o amor se faz ponte, entre as margens do ser. Alteridade, palavra viva, verbo de aprender, é respeitar sem querer conter. Onde os pés tocam o chão e encontram o céu, a humanidade pode florescer. No reflexo, a verdade, no encontro, a liberdade, quando o outro é abrigo, o mundo enfim respira em paz. Alteridade… é ver no outro o próprio ser, onde os pés tocam o chão e encontram o céu.

