
Nas bandas do sertão, ele é o primeiro Chegou José Laceiro, o nosso mestre boiadeiro Com seu laço de luz e o chicote no ar Ele vem pra proteger e a demanda afastar! Xetruá, Boiadeiro! Xetruá, meu Guardião! Ele não traz o ferro, nem traz a vaidade Sua faca de ponta é a própria caridade Em nome de Pai Ogum, ele abre o caminho Com a força da espada, nunca estamos sozinhos Mas se o mal se aproxima e o tempo escurece É na paz do seu abraço que a gente fortalece. I Vem nas águas de Mamãe Oxum, com doçura e axé Pra banhar a sua falange e manter a nossa fé A alegria é seu escudo, o sorriso é sua lança José Laceiro trabalha na base da confiança Ele laça o inimigo pra tirar da escuridão E traz de volta o filho pro caminho do perdão. Nas bandas do sertão, ele é o primeiro Chegou José Laceiro, o nosso mestre boiadeiro Com seu laço de luz e o chicote no ar Ele vem pra proteger e a demanda afastar! Xetruá, Boiadeiro! Xetruá, meu Guardião! Ouço o estalo do açoite, vejo a poeira levantar É a falange do Laceiro que acaba de chegar Tirando mandinga, quebrando o quebranto Cobrindo seus filhos com seu nobre manto Seu José é de lei, é de paz, é de amor Boiadeiro de raça, nosso protetor! Xetruá, Boiadeiro! Na palma da mão... A paz é sua arma, a alegria o coração!

