
(estrofe 1) Contando o cristianismo, volto ao chão Onde a fé vestiu roupa de poder Chamou de ordem o que era opressão E fez do silêncio um jeito de crer (estrofe 2) Em vilas pequenas, sob sol e suor A servidão ganhou bênção e altar Chamaram corrente de zelo maior E hábito antigo de jeito de amar (estrofe 3) O púlpito, às vezes, virou tribunal Que absolvia a injustiça local Trabalho forçado virou normal Quando a fé perdeu seu senso moral (refrão) Não era evangelho, era convenção Era Deus usado pra justificar Quem nasceu cativo não teve opção E a cruz ficou muda diante do lugar (estrofe 4) A Bíblia lida sem compaixão Virou manual de hierarquia O forte mandava em nome da unção E o fraco herdava a agonia (estrofe 5) Chamaram destino o que era roubo Chamaram respeito o medo imposto Enquanto o Cristo seguia de novo Ao lado do ferido e do rosto exposto (refrão) Não era evangelho, era convenção Era Deus usado pra justificar Quem nasceu cativo não teve opção E a cruz ficou muda diante do lugar (estrofe 6) Mas a história cobra suas palavras E a fé que se vende ao senhor do chão Descobre tarde que suas travas Não sustentam o peso da redenção (estrofe 7) Contando o cristianismo, fica o chamado Romper pactos feitos com dominação Não há Cristo onde o outro é algemado Nem igreja onde falta libertação (refrão) Não era evangelho, era convenção Era Deus usado pra justificar Quem nasceu cativo não teve opção E a cruz hoje chama a libertar

