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A Brasa Bate Novamente

[Verso 1] A pergunta é martelo, a resposta é bigorna Faíscas desenham trilhas no metal “Como posso fazer bem?” O eco se perde contra a parede A abstração é um labirinto, o concreto é a chave [Refrão] Clank—Clank—Clank— Pregos fixam fundo, selando a fratura Clank—Clank—Clank— O véu turvo se rasga A pergunta é um projeto, a resposta brota nas fissuras [Verso 2] Cem sombras, mas quinze engrenagens Movem a máquina, batendo como coração Uma única carta desenha um universo Mesmo o aço sem história Ainda vibra vivo em ritmo [Ponte] O medo é ferrugem, a ignorância é sombra O golpe do martelo revela as marcas A abstração se espalha em faíscas O concreto afia a lâmina O choque vira vibração, o eco vira caminho [Refrão] Clank—Clank—Clank— Fraturas sinceras acendem a luz Clank—Clank—Clank— Não é preciso uma resposta final Uma boa pergunta ressoa como metal [Outro] Quando o portão de ferro se fecha, outra mão bate Clank—Clank—Clank— A resposta não é um plano concluído Mas uma brasa que surge no ruído do aço Essa brasa percorre os circuitos, se espalhando E de novo—ela bate como pergunta