
Grandeza oculta Últimos Sonetos, de Cruz e Souza, 1905 "post mortem" ******* Estes vão para as guerras inclementes, Os absurdos heróis sanguinolentos, Alvoroçados, tontos e sedentos Do clamor e dos ecos estridentes. Aqueles para os frívolos e ardentes Prazeres de acres inebriamentos: Vinhos, mulheres, arrebatamentos De luxúrias carnais, impenitentes. Mas Tu, que na alma a imensidade fechas, Que abriste com teu Gênio fundas brechas No mundo vil onde a maldade exulta, Ó delicado espírito de Lendas! Fica nas tuas Graças estupendas, No sentimento da grandeza oculta!

