
(estrofe 1) O mar deixou seu gosto sobre meu viver, lembrança de tudo que precisei vencer, e cada onda gravada na recordação, esculpiu mais fundo meu coração. (estrofe 2) Houve manhãs marcadas por inquietação, quando o horizonte parecia negação, mas o tempo transformou cada ferida, em página valiosa da minha vida. (estrofe 3) Vi tempestades romperem sobre o convés, abalando certezas que tinha aos meus pés, e aprendi que a força não nasce da calma, mas do trabalho paciente da alma. (estrofe 4) As lágrimas caíram como chuva no verão, lavando silenciosamente a solidão, e deixaram sementes de renovação, florescendo depois em superação. (refrão) Sal nos lábios, sinais da travessia, das lutas enfrentadas a cada dia, das lágrimas e experiências vividas, que fortaleceram minhas jornadas sofridas. (estrofe 5) Cruzei penhascos erguidos pela decepção, onde a esperança buscava nova direção, e encontrei entre pedras e aspereza, lições escondidas em rara beleza. (estrofe 6) O vento levou sonhos que não ficaram, como folhas antigas que se afastaram, mas abriu espaço para novas possibilidades, nascidas das mais profundas realidades. (estrofe 7) Observei conchas moldadas pelo mar, lapidadas por ondas sem cessar, e compreendi naquela delicada criação, que o sofrimento também gera transformação. (refrão) Sal nos lábios, sinais da travessia, das lutas enfrentadas a cada dia, das lágrimas e experiências vividas, que fortaleceram minhas jornadas sofridas. (estrofe 8) Vi o farol resistindo à escuridão, mesmo cercado pela agitação, ensinando que permanecer aceso, vale mais que nunca ter sido preso. (estrofe 9) As marés mudaram sua direção, trazendo desafios sem explicação, mas cada mudança que precisei acolher, ensinou-me uma nova forma de crescer. (estrofe 10) Hoje contemplo as marcas da caminhada, não como derrota acumulada, mas como testemunho de perseverança, que fortaleceu minha confiança. (ponte) Lamento os dias em que quis apagar, as cicatrizes que a vida veio deixar, quando rejeitei o valor da experiência, e ignorei a força da resiliência. (refrão) Sal nos lábios, sinais da travessia, das lutas enfrentadas a cada dia, das lágrimas e experiências vividas, que fortaleceram minhas jornadas sofridas. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho agradecer, por tudo aquilo que me fez crescer, mesmo quando a tristeza vem me visitar, faço da alegria meu modo de navegar.

