
(Estrofe 1) Clamei vingança contra o infiel, Disse: "O justo deve triunfar", Mas Tu ergues Teu trono no céu, Não para punir, mas para amar. (Estrofe 2) Os salmistas rogaram ao forte Deus Que esmagasse o ímpio no chão, Mas esqueciam que até fariseus São alvo da Tua compaixão. (Estrofe 3) Pedi que os pobres pagassem seus erros, Ignorei o grito do aflito e do réu, Mas agora percebo que, nos desterros, Teu olhar se inclina ao mais cruel. (Refrão) Senhor, apaga a dureza em mim, Ensina-me a graça que tudo refaz. Que eu veja, na dor de qualquer um, A face divina de quem me refaz. (Estrofe 4) Os salmos pediam que a ira viesse, Que os maus caíssem sem proteção, Mas vejo que o justo se esquece Que também carece de redenção. (Estrofe 5) Sei que cantei: "A justiça é certeira, Quem peca recebe o que merecer", Mas Tu me mostras: a mão verdadeira Não lança pedras, vem a acolher. (Estrofe 6) Falei dos ímpios sem compaixão, Disse: "Paguem pelo que fizeram", Mas o Teu Filho, em tão grande aflição, Pediu perdão aos que O bateram. (Refrão) Senhor, apaga a dureza em mim, Ensina-me a graça que tudo refaz. Que eu veja, na dor de qualquer um, A face divina de quem me refaz. (Estrofe 7) Temi que os fracos quebrassem a lei, Eram culpados, não mereciam, Mas agora vejo que errei, Pois Teu amor não faz distinção. (Estrofe 8) Então me prostro e clamo em pranto, Pelas feridas que ignorei. Misericórdia, Senhor! Enquanto Eu respirar, Teu amor serei. (Ponte) Perdoa-me, Deus, por ensinar Que há condenados sem salvação. Agora sei que o Teu julgar É sempre graça, nunca opressão. (Refrão) Senhor, apaga a dureza em mim, Ensina-me a graça que tudo refaz. Que eu veja, na dor de qualquer um, A face divina de quem me refaz. Refrão Final Por favor, meu misericordioso Senhor, Perdão por muitos Salmos que cantei, Quando despreguei sobre o Teu amor Quando da Tua sabedoria, desconfiei Muitas vezes testemunhei incredulidade Muitas vezes duvidei da Tua bontade Por mim e por todo mundo neste mundo Muitas vezes demonstrei impiedade,

