A clareza E a inevitabilidade Conheceram-se num fim de tarde Imediatamente, a sua união gerou uma vida se formou Dando ao acaso O reconhecimento Da sua não-casualidade Perceberam-se como Um Só Como já haviam feito o amor e a verdade Decorrendo agora o tempo Para o auto-reconhecimento Cessadas as inflexões Que reduziam o amor a medo As mesmas inflexões Que despoletaram compressões Até as verdades, lentamente Com clareza e inevitabilidade Se mostrarem, todas, sem polidez Nem necessidade de autorizações As facetas, em Amor e Sem medo Não são assustadoras Mas sim intensas Pulsantes Chegam com impacto E honestidade selvagem Ardente, mostrando tudo Até as mentiras que, elas mesmas, eram mentira O reconhecimento da prisão do Ser Sabe o que se requer Reconhecer Os bens que por mal vêem Primeiro Os males que por vem vêm Em seguida Até o Ser se Reconhecer Na totalidade de Deus, no Nove Na terça parte, que É Jesus, no 3 No outro Terço, que Sou Eu-Tu-Nós Tudo começou quando o Um se agrupou Nem preto, nem branco Para formar um grupo bastam 2 Mas desta vez Não há jogo da meta Há caminho No que prende o Ser ao Ser Enquanto a libertação Da auto-imposta prisão Está na condução Do Ser que comanda A realidade que quer viver Quem Eu-Tu Somos, comanda o veiculo corpo, que comanda o ambiente, através do sinal que emanares enquanto estás a viver esta experiência paradoxal Porque o que prende o Ser ao Ser é simplesmente achar-se o Ser Reconhecer que tudo o que se fez foi inevitável, abre a união com a clareza, após a união do amor com a verdade. A imersão nos sentidos Traz insegurança ao Ser O ambiente hostiliza-se para afunilar a atenção Não como castigo Mas como o elefante invisível que nunca mais será, Invisível Por amor e verdade Clareza e inevitabilidade