
(estrofe) Disseram que turvas eram tuas decisões, Que lançavas névoa sobre corações, Que a mente perdida servia à tua mão, Como estratégia santa de dominação. (estrofe) No caos da noite, rodas travam no chão, A confusão vira prova de intervenção, Mas quando o medo governa a razão, Deus é moldado à lógica da opressão. (estrofe) Chamaram-te enigma que cega o pensar, Mistério usado para melhor controlar, Onde ninguém entende, ninguém reage, E o poder se mantém pela sabotagem. (refrão) Mas o Deus de Jesus é clara verdade, Não reina na sombra nem na ambiguidade, Liberta mentes, cura a cegueira da idade, Não confunde consciências para impor autoridade. (estrofe) Toda fé que se nutre da desorientação Gosta de fiéis sem pergunta ou visão, Mistura o sagrado com manipulação, E chama silêncio forçado de devoção. (estrofe) Jesus caminha abrindo compreensão, Parábolas como chaves da razão, Quem ouve, escolhe; quem vê, decide, A verdade liberta, jamais divide. (estrofe) Luz não empurra, apenas se oferece, Não grita ordens, mas permanece, Quem ama não teme explicação, Pois o amor não precisa de confusão. (refrão) Tu não és Deus do engano sutil, Nem senhor do labirinto hostil, Em Jesus és caminho acessível, Verdade que torna o humano livre. (estrofe) Se houve confusão no texto antigo, Foi espelho humano, não desígnio divino, O medo escreveu o que não vinha do alto, E chamou de glória o próprio assalto. (estrofe) Hoje releio com olhos acordados, Distingo o Eterno dos relatos armados, E sigo o Cristo, sentido e chão, Onde Deus não domina pela confusão. (ponte) Perdão, Senhor, por te defender no escuro, Por achar virtude no discurso obscuro, Confundi mistério com manipulação, E chamei obediência a minha negação. (refrão) Não és Deus da mente embaralhada, Nem da fé mantida desinformada, Em Jesus revelas, sem jogada, Que a verdade liberta a alma cansada. (refrão final) Hoje descanso em Jesus, Deus-luz e amor, Que fala claro, sem medo ou terror, Jamais serias outro, nem por clamor, Conosco és verdade que gera vigor.

