
(estrofe) Há portas que não cedem ao empurrão, por mais justa que seja a intenção, o mundo tem limites na mão, e nem tudo se curva à minha razão. (estrofe) Cansei de brigar com o inevitável, como quem enfrenta o vento no cais, aceitar não é ser descartável, é parar de sangrar por lutar demais. (estrofe) O que não posso mudar me ensina onde termina o meu poder, há paz quando a alma se inclina sem se quebrar para sobreviver. (refrão) Aceitar é gesto libertador, não é desistir do que sou capaz, é soltar o peso do rancor e deixar a vida respirar em paz. (estrofe) Há fatos que não pedem opinião, chegam como chegam, sem permissão, insistir vira prisão travestida de falsa determinação. (estrofe) Quando abraço o que não domino, descubro espaço para escolher, a alegria surge no caminho onde paro de me endurecer. (estrofe) Nem toda perda pede conserto, algumas pedem silêncio e chão, aceitar é um acordo aberto entre o limite e o coração. (refrão) Aceitar é gesto libertador, não é desistir do que sou capaz, é soltar o peso do rancor e deixar a vida respirar em paz. (estrofe) Ser alegre aqui não é negar a dor, é não fazer dela moradia, o que não mudo vira professor sem me roubar a alegria. (estrofe) Há maturidade em reconhecer o ponto exato de parar, aceito para não me perder tentando tudo controlar. (ponte) Quantas vezes larguei a alegria por não aceitar o que doía, confundi controle com valentia e perdi a mim na teimosia. (refrão) Aceitar é gesto libertador, não é desistir do que sou capaz, é soltar o peso do rancor e deixar a vida respirar em paz. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho a alegria, mesmo quando a tristeza vem sentar, aceito o que foge da minha mão e decido, ainda assim, continuar.

