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A sina do Paraiba

V5

[Verse 1] O Paraíba, filho do seu Bastião Cabra forte lá do norte Resolveu se aventurar Juntou as tralhas, pôs os sonhos na bagagem E partiu numa viagem Em busca de melhorar E lá se foi no pau de arara Embarcou a sua sina Noite e dia só tormento Numa viagem que nunca termina Só comendo poeira e vento [Chorus] Ô dureza [Verse 2] Até que enfim Chegou em São Paulo E o Paraíba deslumbrado Distraiu-se e foi roubado Sua mala alguém levou Vacilão Na solidão Perdido na imensidão Passou a vagar em vão Perambulando, andando por todo lado Desesperado procurando um trabalho Tentando achar um teto, um aconchego, um agasalho Vida difícil Até que um dia um conterrâneo Ao ver tal situação Resolveu lhe dar a mão E o levou para trabalhar na construção [Verse 3] De sol a sol Trabalhando de servente Estava o moço tão contente A vida ia melhorar Ia melhorar Num domingo Florido de primavera Resolveu ir passear Lá no Ibirapuera Pra curtir, se distrair Vida boa Mas o destino lhe traiu com outro golpe O rapaz foi confundido Com o maníaco do parque Dançou Foi levado pro distrito Sem ao menos ser ouvido E ouviu então um grito Do irado delegado [Chorus] Senhor sargento Raspe as duas sobrancelhas Bote o cara na cadeia Na cela do Zé Jumento (Uh)