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DEUS QUE TESTA SEM NECESSIDADE

(ESTROFE 1) No alto da montanha sobe um pai desconsolado, Carrega lenha e silêncio, pela fé interrogado, Isaac caminha ao lado, confiante e despreocupado, Sem saber do sacrifício que lhe fora destinado. ... (ESTROFE 2) A lâmina do dever corta o peito de Abraão, Pois um “teste” divino lhe invade o coração, Mas Cristo, o Deus encarnado, trouxe outra revelação: O Pai não cria provas para medir devoção. ... (ESTROFE 3) O fogo aceso treme, o altar ameaça a vida, Mas a voz do Evangelho mostra outra saída: Deus não exige dor, nem fé enlouquecida, Seu amor é descanso, nunca prova desmedida. ... (REFRÃO) Não, Senhor, tu não és o Jeová que impõe aflição, Nem o Deus que testa almas sem justa razão, O Cristo revelou tua doce compaixão: És Pai que acolhe, e não sonda pela dor ou provação. ... (ESTROFE 4) A história antiga pinta um Deus que pesa e compara, Que exige o filho amado quando a fé se declara, Mas Jesus, em sua graça, a imagem toda separa: Mostra um Pai que liberta e jamais nos dispara. ... (ESTROFE 5) Isaac não entende, mas o Filho entende bem, Pois também carregou madeira, mas não a levou por desdém, A diferença é imensa: Cristo salva todo alguém, Enquanto Jeová testava quem já sofria além. ... (ESTROFE 6) A revelação madura rompe o ciclo do temor, Substitui o sacrifício por infinito amor, E o Deus de Jesus aparece, pleno e superior, Abolindo o teste cego do passado inferior. ... (REFRÃO) Não, Senhor, tu não és o Jeová que impõe aflição, Nem o Deus que testa almas sem justa razão, O Cristo revelou tua doce compaixão: És Pai que acolhe, e não sonda pela dor ou provação. ... (ESTROFE 7) Por anos defendi um Deus de provas e exigências, Pensando que tua voz moldava minhas urgências, Mas descobri que Jesus desmonta essas sentenças, Tornando clara a graça, sem pesos ou tendências. ... (ESTROFE 8) Hoje assumo meu erro: confundi revelação, Troquei o Deus do Calvário por um deus de provação, Mas teu Espírito me cura e refaz minha visão, Mostrando que tu és amor, luz e libertação. ... (PONTE) Quantas vezes, Senhor, eu chamei de “prova” tua vontade, E misturei tua imagem com antiga mentalidade, Acreditando que testavas minha fidelidade… Até Jesus revelar teu rosto: pura bondade. ... (REFRÃO) Não, Senhor, tu não és o Jeová que impõe aflição, Nem o Deus que testa almas sem justa razão, O Cristo revelou tua doce compaixão: És Pai que acolhe, e não sonda pela dor ou provação. ... (REFRÃO FINAL) Agora descanso em ti, Jesus, presença ao meu lado, És Deus conosco, amor fiel, amigo iluminado, Que cura nossas visões do passado distorcido e pesado, E nos abraça na graça de um Evangelho restaurado.