Memórias... são como fumaça. Elas se elevam, se espalham... e desaparecem. Mas o perfume... ainda fica no ar. Um olhar perdido, preso no vazio, Fragmentos no vento, sussurros do frio. Fotos antigas guardam pedaços, Mas as cores desbotam com o tempo escasso. Sons de risadas ecoam distantes, Vozes caladas, tempos marcantes. Eu tento segurar, mas escapa da mão, Memórias que dançam em outra dimensão. Fragmentos no ar, não posso tocar, Mas cada pedaço me faz lembrar. Desfazem-se em névoa, não voltam jamais, Mas as marcas em mim são sempre reais. (bis) O relógio insiste em girar sem parar, Deixando pra trás o que não vou lembrar. Entre o ontem e o hoje, há um lugar, Onde os pedaços da alma vão se guardar. (bis) Sons de vinil, vozes fora de tom, O eco suave de uma antiga canção. Cada detalhe me prende, me move, Mas, no fim, a memória dissolve. (bis) Fragmentos no ar, não posso tocar, Mas cada pedaço me faz lembrar. Desfazem-se em névoa, não voltam jamais, Mas as marcas em mim são sempre reais. E mesmo que o tempo apague os detalhes, Os sentimentos ficam. Cada som, cada cheiro, cada olhar perdido... São fragmentos que me constroem. Fragmentos no ar, não posso tocar, Mas cada pedaço me faz lembrar. Desfazem-se em névoa, não voltam jamais, Mas as marcas em mim são sempre reais. ( )


