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Tempo ao Contrário

O relógio gira, mas não é linha reta, Cada segundo é uma porta aberta. O passado sussurra, o futuro é um mistério, E o presente dança no meu imaginário. Na batida do tempo, sinto o deslocamento, Lembranças surgem, mas sem fundamento. O futuro me chama, mas quem sabe onde está? Enquanto o agora se desfaz no que já passou, lá. Tempo ao contrário, o que está pra vir? Se o passado é agora, onde vou me descobrir? Entre os segundos, me vejo, me encontro e me perco, Cada momento é um reflexo, cada passo, um enredo. (bis 1) Olho pra trás, e tudo parece tão claro, Mas o que veio antes já não é tão raro. O futuro se dobra, me olha de frente, Num piscar de olhos, sou a mesma gente. (bis 1) As memórias dançam, mas não têm ritmo, O agora é um eco, mas sinto seu magnetismo. Há uma linha invisível que une o que sou, Passado e presente, onde o futuro brotou. (bis 1) Tempo ao contrário, o que está pra vir? Se o passado é agora, onde vou me descobrir? Entre os segundos, me vejo, me encontro e me perco, Cada momento é um reflexo, cada passo, um enredo. ( 1 ) > "Se o tempo não é linha... > É espiral. > E tudo volta... > Pra onde começou." (bis 2) (bis 3) E eu me perdi nas tramas do agora, Cada instante se desdobra, demora. Passado, presente, futuro... tudo é um só, Num ciclo de memórias que nunca acabou. ( 2 ) ( 3 ) Tempo ao contrário, o que está pra vir? Se o passado é agora, onde vou me descobrir? Entre os segundos, me vejo, me encontro e me perco, Cada momento é um reflexo, cada passo, um enredo. "Tempo ao contrário... tudo gira, tudo se refaz."