
Eu vou no meu tempo, no passo que é meu, silêncio que canta, verdade que acendeu. Carrego um sentir que o mundo não vê, um brilho tão fundo que nasce sem porquê. Sou vento que dança, sou água que guia, sou luz que se acende no meio do dia. Tempestade suave, fogueira que ilumina, não queima, consola, e sempre me aproxima. Eu sigo em margens profundas, ouvindo o que o ar me diz. Meu peito é mapa de estrelas, meu corpo é casa de raiz. Não vim pra caber, vim pra viver, sou ponte, sou pausa, sou força ao crescer. Entre o caos e a calma, eu faço meu som. Entre o mundo e a alma, eu volto pro tom. E sigo inteira, livre e tão minha, no ritmo suave que o coração alinha.

