No meu casaco, um botão solto guarda o lugar onde eu quase fui. Dei teu nome ao papel, ele fugiu, ficou só um traço dentro de mim. Carrego o som de uma canção cortada, um sapato emprestado do chão. E eu aprendi a andar sem plano, a falar baixo quando quero ficar. Há um vão perfeito entre o acaso e o dano - fico ali pra não precisar explicar. Vem de leve - (vem de leve) fica assim - (só assim) Vem de leve - (vem de leve) e não precisa dizer mais. Tem um banco com vista ao silêncio, um bilhete dobrado à luz do luar. Ninguém anotou meu pequeno incêndio, foi só um gesto, não quis queimar. Prefiro o risco que não tem etiqueta, o erro que volta e me deixa inteira. Se o mundo pede lista e nome, eu trago só um espaço pra deixar. Falo pequeno, guardo o enorme, aprendo a sumir pra poder ficar. Vem de leve - (vem de leve) fica assim - (só assim) Vem de leve - (vem de leve) e não precisa dizer mais. Só assim... Entre o passo e a palavra há um fio - puxo devagar, aonde me leva o frio. Se eu me movo errado, que seja bonito. Vem de leve - (desta vez) fica assim - (um pouco mais) Vem de leve - (vem de leve) e deixa o resto em paz. (desta vez) (um pouco mais) Vem de leve - (vem de leve) fica assim - (fica assim) Vem de leve - (vem de leve) e não precisa dizer mais. (vem de leve) (fica assim) (vem de leve) ────────────────────────── 📀 Album: "Brasil 80's" (2026) 🎵 Original release by Ghorppo 🌐 Streaming & Socials: ffm.bio/ghorppo (or search "Ghorppo") 🎶 Coletivo SomBR — Coletivo de música lusófona no Suno. 💬 Quer entrar no nosso Discord? Mande DM para @ghorppo © 2025 Ghorppo🦎