
[Instrumental Intro: Melancholic Portuguese guitar solo followed by dramatic orchestral strings] [Verse 1] Caminhamos por ruas de vetro e de vento Olhando o contorno, o traço, o momento. Prendemos o olhar na moldura do rosto, Buscando no brilho um sol já posto. Mas o que é a pele, senão um véu? Um mapa traçado num pedaço de céu? [Verse 2] Se o mundo parasse e o fado mudasse, Se a vista do homem enfim se elevasse. Se em vez da carne, do osso, da cor, Víssemos o sopro, a essência, a dor. Ah, que deserto seria o espelho, E que infinito o mar do conselho. [Chorus] [Harmonized Choir] Se os nossos olhos vissem as almas, Em vez dos corpos, destas formas calmas... Quão diferente seria o conceito, Da beleza que guardamos no peito. O belo seria um fogo, um clarão, E o feio... apenas a falta de união. [Instrumental Break: Dramatic orchestral crescendo with soaring violins and fast Portuguese guitar plucking] [Verse 3] Uma ruga seria uma estrada de luz, Uma cicatriz, a força que nos conduz. O brilho do ouro seria silêncio, E a alma mais pura, o maior adereço. Frida sabia, na sua agonia, Que a alma é a única geografia. [Chorus] [Harmonized Choir] Se os nossos olhos vissem as almas, Em vez dos corpos, destas formas calmas... Quão diferente seria o conceito, Da beleza que guardamos no peito. [Outro] [Solo Voice - Fading and emotional] Olha-me além da pele, meu amor... Vê o meu fado, vê a minha cor. Vê a minha alma... Vê a minha alma. [Final: Slow orchestral fade out]

