
Verso 1: Nas ruas escuras, o som do silêncio é alto Na quebrada, cada esquina é um palco Olhares frios, mentes quentes, sobrevivendo Entre becos e vielas, o sistema corroendo A vida é luta, cada passo é uma batalha Na selva de pedra, ninguém abaixa a guarda Educação falha, mídia manipula Mas no gueto a verdade se revela nas ruas Criança sem infância, sonho interrompido Jovem sem futuro, destino prescrito Mas a resistência é força que não para E no rap eu grito, a voz que a massa clama Refrão: Sou a voz do gueto, resistência em cada verso Contra o preconceito, em cada rima, protesto Do asfalto ao concreto, sou a revolução Racionais na alma, no peito, a convicção Verso 2: A opressão pesa, mas a fé nos guia Noite sem fim, a esperança brilha Na escola da vida, aprendizado é na marra Saber é poder, cada um é sua arma Sistema quer nos calar, mas nossa voz é trovão Na favela, união é nossa proteção Do morro ao asfalto, o grito ecoa forte Caminhamos firmes, desafiando a sorte Memórias de um tempo que não volta mais Mas as cicatrizes lembram da nossa paz E enquanto houver desigualdade na cidade O rap será sempre a nossa verdade Refrão: Sou a voz do gueto, resistência em cada verso Contra o preconceito, em cada rima, protesto Do asfalto ao concreto, sou a revolução Racionais na alma, no peito, a convicção Verso 3: Nas quebradas esquecidas, onde o sol não brilha Somos resistência, a esperança é nossa trilha Entre grades invisíveis, sonhos são prisão Mas nossa liberdade está na nossa canção Histórias de superação, de vida, de dor Mas cada verso é um grito de amor Amor ao próximo, ao nosso povo, à verdade Racionais na mente, buscando igualdade E se o sistema tenta nos derrubar Nossas rimas são armas pra lutar Na batida do rap, a revolução cresce Porque no gueto, a esperança não perece Refrão: Sou a voz do gueto, resistência em cada verso Contra o preconceito, em cada rima, protesto Do asfalto ao concreto, sou a revolução Racionais na alma, no peito, a convicção


