Ela tinha nas mãos um mundo inteiro, Mas não guardava nada pra si, Transformava os ganhos em ventos, Que levavam o que tinha por aí. Era como a chuva que rega a terra, Sem perguntar quem vai florescer, Dava o que podia, dava o que faltava, Seu amor era maior que o próprio viver. O avesso de Ana era um espelho, Que refletia o que eu não podia ver, Era bondade em forma de excesso, Um amor tão grande, impossível conter. Enquanto eu pedia controle nos passos, Ela mostrava que amor é soltar os laços. Disse que herdou da avó Generosa, Um costume que vem do coração, De doar o pão antes de comer, E transformar migalhas em gratidão. Eu via limites onde ela via pontes, Eu via um abismo onde ela via o céu, Nos seus erros, vi virtudes escondidas, No seu avesso, encontrei meu papel. O avesso de Ana era um espelho, Que refletia o que eu não podia ver, Era bondade em forma de excesso, Um amor tão grande, impossível conter. Enquanto eu pedia controle nos passos, Ela mostrava que amor é soltar os laços. (bis) Aprendi que o que falta, às vezes, é nada, Que quem ama dá até o que não sobrou. Ana era fonte, um rio sem represa, E foi na sua correnteza que o meu coração mudou. O avesso de Ana era um espelho, Que refletia o que eu não podia ver, Era bondade em forma de excesso, Um amor tão grande, impossível conter. Hoje entendo que o que me sobrava, Era o que, pra ela, o mundo esperava. Ana, sua mão deixou marcas na estrada, O que era avesso virou a minha lição. Generosa, ela era uma chama dourada, E no seu fogo, eu me tornei mais coração. É o que prá terra, O mundo esperando. ( )


