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9. «Do sangue ao céu-montanha»

V6

[Verse 1] Você é o que come, diziam os jalecos brancos, Os telômeros encurtam, o folato preenche os brancos, Comecei com números, gráficos, precisos e certos, Mas no caminho perdi a certeza, entre os desertos [Chorus] Do sangue ao céu-montanha, o caminho é mais curto, No momento em que largas o mapa que carregavas, sem conforto, A fria biologia se dissolve em contemplação, E tudo o que eu chamava ciência vira uma grande pergunta, uma visão [Verse 2] Os velhos Upanishades falam de um corpo sutil, Whitman cantava o mesmo, noutro fio, outro perfil — Talvez a verdade nunca tenha estado só sob o vidro, sozinha, Talvez espere numa montanha, em silêncio, na sua linha [Chorus] Do sangue ao céu-montanha, o caminho é mais curto, No momento em que largas o mapa que carregavas, sem conforto, A fria biologia se dissolve em contemplação, E tudo o que eu chamava ciência vira uma grande pergunta, uma visão [Bridge] (instrumental — flauta solo, depois voz) Não parti para chegar aqui. Mas estou aqui, afinal [Chorus] Do sangue ao céu-montanha, o caminho é mais curto, No momento em que largas o mapa que carregavas, sem conforto, A fria biologia se dissolve em contemplação, E tudo o que eu chamava ciência vira uma grande pergunta, uma visão