
(poema) Rebeca teceu um plano de ilusão, Cobriu Jacó com peles de mentira, E disse: “Deus quer essa direção”, Mas a verdade nunca se retira. ... (poema) Isaac cego, voz e toque confusos, Um prato e bênção no mesmo instante, Mas Deus não fala por lábios difusos, Nem santifica o ato farsante. ... (poema) O nome santo usado em engano, Por fé torcida que tudo justifica, Fizeram do erro um plano arcano, Chamando o falso de graça mística. ... (refrão) Jesus nunca mentiu pra cumprir a vontade, Nem trocou a verdade por conveniência. Seu Pai é luz sem duplicidade, E nele a pureza é a própria essência. ... (poema) Quantos “Rebecas” nas crenças humanas, Inventam ciladas, chamando-as missão. Mas Deus não precisa das tramas insanas, Nem de mentiras por devoção. ... (poema) “Enganei por fé”, diz a velha desculpa, “Cumpri o plano, mesmo traindo o justo.” Mas Cristo, o Filho, jamais fez culpa, Nem mascarou o que é santo e augusto. ... (poema) Oh, como é fácil vestir-se de zelo, E dar à falsidade um tom de bondade! Mas o Cristo vivo, de olhar singelo, Ensina o sim, sem duplicidade. ... (poema) Agora percebo: fui cego também, Crendo num Deus que aceita disfarce. Mas o amor é claro, não faz ninguém Mentir pra que o bem se farte. ... (refrão) Jesus nunca mentiu pra cumprir a vontade, Nem trocou a verdade por conveniência. Seu Pai é luz sem duplicidade, E nele a pureza é a própria essência. ... (ponte) Perdão, Senhor, por ter defendido Um Deus que aprova o engano e o erro. Por crer que tua graça tem dividido A verdade com o falso desterro. ... (refrão) Jesus nunca mentiu pra cumprir a vontade, Nem trocou a verdade por conveniência. Seu Pai é luz sem duplicidade, E nele a pureza é a própria essência. ... (refrão final) Agora descanso no amor que é sincero, Em Cristo, que é Deus conosco e inteiro. Não mais o medo, mas o amor verdadeiro, Que fala só a verdade — o Deus verdadeiro.

