
(Estrofe 1) Nos códigos severos do antigo deserto, erguia-se um mandamento incerto: quem contra o Nome ousasse falar sob pedras do povo devia tombar. (Estrofe 2) Assim dizia a lei gravada no tempo, guardada com zelo e tremor no templo, que a honra divina, se fosse ferida, reclamava a morte como medida. (Estrofe 3) A blasfêmia tornava-se crime mortal, rompendo o pacto sagrado e ritual, e o povo, temendo a ira do céu, erguia a pedra em zelo cruel. (Estrofe 4) O Nome sagrado, temido e guardado, era visto como trono cercado, onde qualquer palavra sem temor podia provocar o furor do Senhor. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, que ordena a morte por zelo e temor, em Cristo revelas outra visão: Deus não governa pela execução. (Estrofe 5) Mas quando Jesus entre nós caminhou, muitos disseram que Ele blasfemou, por chamar Deus de Pai em comunhão e falar do Reino no coração. (Estrofe 6) No tribunal da religião ferida acusaram Sua palavra e Sua vida, dizendo que Sua voz singular era afronta que devia cessar. (Estrofe 7) Contudo o Cristo não levantou espada, nem convocou vingança armada, respondeu ao ódio com mansidão e entregou-se em silenciosa compaixão. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, que ordena a morte por zelo e temor, em Cristo revelas outra visão: Deus não governa pela execução. (Estrofe 8) Ali percebo na história humana como o medo molda a fé soberana, e como a defesa da religião às vezes se veste de condenação. (Estrofe 9) Mas o Nazareno mostra outro caminho: o Deus verdadeiro não pede espinho, nem exige sangue para defender o Nome que sustenta o viver. (Estrofe 10) Pois o Pai que Jesus veio anunciar não precisa a violência empunhar; Seu Reino cresce no perdão e não na pedra da punição. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter sustentado um Deus que exigia sangue derramado, quando na cruz vi revelado em Ti um amor que prefere morrer a ferir. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, que ordena a morte por zelo e temor, em Cristo revelas outra visão: Deus não governa pela execução. (Refrão Final) Agora descanso no Deus de Jesus, cujo amor na cruz reluz, sei que jamais pedirás destruição, pois Teu eterno nome é perdão.

