
Estrofe 1 Quando tu chegas, mulher, tudo aclara, Como a alvorada em sua dança rara. O céu te saúda com brilho encantado, E o mundo desperta, por ti tocado. Estrofe 2 As flores se abrem em tua presença, Como se a vida ganhasse licença Pra ser mais bela, mais justa, mais pura, Refletindo em ti toda a ternura. Estrofe 3 O vento celebra teus passos suaves, Trazendo teus sonhos em ondas naves. Cada gesto teu é rastro de luz, Que o coração da criação conduz. Refrão Bendito sejas, ó Deus criador, Por moldar com graça tamanha flor, Que abriga a sabedoria e o calor De teu amor vivo em seu esplendor. Estrofe 4 Tua fala é brisa que acalma e guia, Refúgio em meio à dor e à agonia. Tens no olhar promessa de alvorada, De fé, de vida e de jornada alada. Estrofe 5 És doçura firme, és força serena, Caminhas no tempo, sem qualquer pena. Da infância à velhice, tua beleza Veste a existência de delicadeza. Estrofe 6 Se és mãe, és templo de amor profundo, Se és jovem, és futuro do mundo. Se idosa, és memória que abençoa, Se menina, és flor que já ressoa. Refrão Bendito sejas, ó Deus criador, Por moldar com graça tamanha flor, Que abriga a sabedoria e o calor De teu amor vivo em seu esplendor. Estrofe 7 O dia começa em teu caminhar, E o tempo inteiro quer te imitar. Em cada gesto teu, há esperança, De que o bem vence e a dor se cansa. Estrofe 8 Aurora és tu, que o mundo reinventa, Com ternura que jamais se ausenta. De maio és bênção, és luz, és poesia, És o milagre da nova alegria. Ponte Em ti, mulher, cada traço é memória, Das que me moldaram, com luta e glória. Em tua presença, me reencontrei, Sou quem sou porque te abracei. Refrão Bendito sejas, ó Deus criador, Por moldar com graça tamanha flor, Que abriga a sabedoria e o calor De teu amor vivo em seu esplendor. Refrão Final Gratidão, mulher, por ser tua essência, Rastro divino em toda existência. Neste mundo duro, és luz universal, Tua vida é dom, é dom sem igual.

