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GÊNESIS 40 - SONHOS NA PRISÃO 1

(estrofe 1) Aconteceu depois de algum tempo, Que o copeiro e o padeiro do rei, Ofenderam o senhor do tempo, E para a prisão foram como a lei. José ali os servia no cárcere real, Onde estavam detidos por um erro. Certa noite, sonharam igual, Cada qual com seu próprio enredo. (estrofe 2) Pela manhã, José os encontrou tristes, E perguntou: “Por que tais semblantes?” Contaram-lhe os sonhos que eram mistos, Sem quem os explicasse diante. José então disse: “A Deus pertence Toda interpretação do que é sonhado.” Pediu que cada um dispusesse O sonho que o tinha espantado. (estrofe 3) O copeiro contou seu devaneio: “Havia uma vide com três ramos, Ela brotou, floresceu, deu cacho cheio, E eu espremi uvas nos copos do amo.” José sorriu e logo interpretou: “Três dias e estarás restaurado.” “Mas lembra-te de mim, por favor, Quando estiveres do rei ao lado.” (refrão) Deus revela e dá sentido ao tempo, Ainda que o cárcere pareça fim. Quem vive o sonho com discernimento, Sabe que Deus age até no sim. (estrofe 4) Vendo que foi boa a resposta, O padeiro também se apressou: “Sonhei com cestos de fina aposta, E pães para o rei, que o céu levou. Mas aves vinham e os devoravam.” José, porém, deu triste notícia: “Três dias e te enforcarão, E as aves comerão tua justiça.” (estrofe 5) Ao terceiro dia, era aniversário De Faraó, e os servos chamou. O copeiro foi posto no cenário, Mas o padeiro não mais voltou. Contudo, o copeiro esqueceu José, E sua dor ficou no escuro. Mesmo assim, Deus via a fé Do servo justo e puro. (ponte) Mas lembremos: só é Palavra divina O que em Jesus encontra razão. Nem sonho, nem sina, nem doutrina, Se firmam fora do Cristo em ação. (refrão) Deus revela e dá sentido ao tempo, Ainda que o cárcere pareça fim. Quem vive o sonho com discernimento, Sabe que Deus age até no sim.