
(estrofe 1) Nos campos vastos, igrejas ergueram muros, Terras extensas, riquezas sem fim, Camponeses sofrem, colhem poucos frutos, Enquanto a fé se curva a um interesse ruim. (estrofe 2) O Evangelho pregava amor e justiça, Mas em palácios e fazendas se perdeu, A compaixão foi trocada por avareza fictícia, E o povo simples em silêncio sofreu. (estrofe 3) Sistemas agrários protegeram latifúndios, Igrejas muitas vezes fecharam os olhos, Conivência que ignorou os mais profundos, Direitos roubados, corações em desalojos. (refrão 1) A fé não pode servir à opressão, Deus não quer latifúndio nem desamor, O Evangelho exige coração em união, Não a ganância disfarçada de valor. (estrofe 4) Camponeses lutam por chão e liberdade, Enquanto torres religiosas se erguem ao sol, A terra é de todos, é vida e verdade, Não privilégio que aumenta o arrebol. (estrofe 5) Jesus jamais apoiou exploração ou poder, Nem deixou a miséria aumentar sem compaixão, A justiça que Ele ensina é para todos proteger, Não submeter vidas à convenção. (refrão 2) A fé não pode servir à opressão, Deus não quer latifúndio nem desamor, O Evangelho exige coração em união, Não a ganância disfarçada de valor. (estrofe 6) A terra fértil pede cuidado e respeito, Cada semente deve florescer em paz, Não há bênção em riqueza feita de jeito Que deixa o humano sofrer e jamais refaz. (estrofe 7) Igrejas, ouçam o chamado da justiça, O Evangelho é vida e não lucro voraz, Que as mãos trabalhem com amor e perícia, E a fé seja exemplo de cuidado e paz. (refrão 3) A fé não pode servir à opressão, Deus não quer latifúndio nem desamor, O Evangelho exige coração em união, Não a ganância disfarçada de valor.

