[Verso 1] Tinhas terra nos bolsos Pedras lisas do verão Dizias “guardo o que encontro” E eu guardava-te na mão Prometíamos países Em guardanapos de café Um risco torto no papel E cabia o mundo a nossos pés [Refrão] Fiz um mapa dentro de mim Com as ruas onde te vi Cada esquina diz o teu nome devagar Se me perco volto ao início Ao teu riso no rodízio Nesse dia em que jurámos não voltar [Verso 2] Anos passam por Lisboa Como elétricos na colina Vais-me surgindo nas montras Quando o vidro me devolve a vida Há perguntas que não faço Pra não terem de acabar Ficam presas na garganta Como barcos sem lugar pra ancorar [Refrão] Fiz um mapa dentro de mim Com as ruas onde te vi Cada esquina diz o teu nome devagar Se me perco volto ao início Ao teu riso no rodízio Nesse dia em que jurámos não voltar [Ponte] Talvez noutra primavera Te encontre num qualquer jardim Com outra mão na tua mão E um silêncio a olhar por mim (oh) Vou fingir que não te vejo Mas o peito sabe bem Que há destinos que se cruzam Só pra aprender a ler quem têm [Refrão] Fiz um mapa dentro de mim Com as ruas onde te vi Cada esquina diz o teu nome devagar Se me perco volto ao início Ao teu riso no rodízio E ao futuro que não voltará a chegar