(estrofe 1) Não é rir para escapar do peso, nem flutuar acima da dor, é seguir firme, mesmo tenso, com alegria que aprende o labor. (estrofe 2) A leveza que escolho não nega a gravidade do chão que há, ela apenas não se entrega ao desespero que tudo consome já. (estrofe 3) Ser alegre assim é maturidade, é saber sustentar contradição, é carregar o mundo com dignidade sem transformar fardo em prisão. (refrão) Quero a leveza responsável, alegria que sabe ficar, não foge da vida instável, aprende a melhor carregar. (estrofe 4) Não abandono o que me convoca, nem finjo que nada doeu, minha alegria é mão que coloca ordem possível no caos que é meu. (estrofe 5) Ela não dança sobre ruínas, nem sorri por negação, mas caminha entre disciplinas que sustentam o coração. (estrofe 6) Há mais coragem em quem permanece do que em quem foge do real, alegria adulta é a que atravessa o dia difícil sem se tornar banal. (refrão) Quero a leveza responsável, alegria que sabe ficar, não foge da vida instável, aprende a melhor carregar. (estrofe 7) Escolho o riso que não trai as dores que pedem cuidado, pois quem ama a vida de verdade não vive sempre aliviado. (estrofe 8) Assim aprendo a sustentar o peso justo do meu viver, sem dramatizar, sem abandonar o dever de ainda florescer. (ponte) Lamento os dias em que confundi seriedade com amargura, e por não me permitir ser feliz, espalhei silêncio e dureza. (refrão) Quero a leveza responsável, alegria que sabe ficar, não foge da vida instável, aprende a melhor carregar. (refrão final) Hoje eu me amo no que sou, alegre mesmo ao entristecer, assumo a vida como dom e labor e escolho, consciente, viver.