
Minhas fraquezas falam do que sou, dos medos antigos que o tempo moldou; mas nelas descubro o amor que brotou, pois até no limite meu ser se encontrou. (estrofe 2) Quando me vejo frágil, também me permito, entendo que a vida não é sempre bonito; há dias em que o pranto é o meu grito, mas sigo inteiro, mesmo no conflito. (estrofe 3) É nas quedas que encontro verdade, na dor revelo minha honestidade; e mesmo encarando a vulnerabilidade, me abraço com firme serenidade. (refrão) Eu me amo nas fraquezas que carrego, pois nelas floresce o amor que emprego; cada limite é ponte que navego, e minha humanidade eu sempre entrego. (estrofe 4) Fraquezas são portas para aprender, são laços que o orgulho tenta esconder; mas quando ouso em mim reconhecer, vejo minha coragem amadurecer. (estrofe 5) Há falhas que me guiam devagar, mostram caminhos que devo aceitar; e, mesmo quando preciso parar, minha essência continua a pulsar. (estrofe 6) As fraquezas me tornam mais atento, desatam nós do meu pensamento; e na busca por leve crescimento, transformam-se em doce movimento. (refrão) Eu me amo nas fraquezas que carrego, pois nelas floresce o amor que emprego; cada limite é ponte que navego, e minha humanidade eu sempre entrego. (estrofe 7) Eu me descubro quando não sou forte, nas curvas incertas da própria sorte; e até quando duvido do meu norte, faço da fragilidade um novo suporte. (estrofe 8) Aprendi que amar-se é compreender tudo aquilo que o tempo me fez viver; e, mesmo quando sinto o peso do ser, me levanto disposto a me reconhecer. (ponte) Mas já deixei minha alma se perder, tentando por outros me desfazer; abandonei meu afeto para sobreviver em lugares que não souberam me ver. (refrão) Eu me amo nas fraquezas que carrego, pois nelas floresce o amor que emprego; cada limite é ponte que navego, e minha humanidade eu sempre entrego. (refrão final) Agora me amo em qualquer situação, na queda, na luta ou contradição; pois sei que o amor nasce da aceitação e vive comigo em toda emoção.

