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Engaiolado em Si Mesmo

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V4.5-ALL

[intro with frantic bassline] Eu pego a lambreta, mas não sai do chão, o peso me prende num silêncio sem cor, as rodas cedendo sob tanta pressão, meu corpo virou minha própria prisão, e a rua me chama, mas sigo sem ir, sem vigor. [Pre-Chorus – drums grow bigger, guitars swell] No ponto, o ônibus chega e eu tento subir, os olhos evitam, há sempre um rumor, [Chorus – huge, anthemic, layered vocals] gordo gordão tira as calça e cai no chão, gritou o rockabilly de lambreta e topetão [Extended Guitar Solo – over the top, emotional, long sustain, dramatic bends] a roleta estreita me impede de ir, a cadeira pequena não cabe em mim, e volto pra casa levando comigo esse torpor. [Bridge – darker, dramatic build, tension rising] No carro parado, ensaio querer viver, imagino olhares, desejo e calor, mas o volante distante me faz perceber, [Chorus – huge, anthemic, layered vocals] gordo gordão tira as calça e cai no chão, gritou o rockabilly de lambreta e topetão [Extended Guitar Solo – over the top, emotional, long sustain, dramatic bends] que há muros de carne a me conter, e o sonho se curva, vencido pela dor. [Outro – soaring high-note guitar sustain, dramatic ending hit] E penso no mundo que me trouxe até aqui, nos sabores fáceis vendidos com ardor, na indústria que adoça e envenena o existir, transformando em lucro o que nos faz cair, e deixa na alma esse vazio maior que a dor.