anos e anos, sem fim, a procura, à procura da mais bela história de amor, de amor daquele, para mim corri autores, musicos, escritores desvios e vícios, inebriantes vivendo lindos e intensos horrores procurava-me encontrar-te, aí capaz de te entregares ao horror rendida ao caminho que achei mãos dadas à certeza das desgraças mas meu amor, meu amor não há nenhum como o primeiro aquele que esqueci, que se matou aquele que com a frieza da frieza espetou dois dedos ao lado, a memória matou mapa infalível, gravado, cicatrizado, soterrado pelos destroçados de um menino assustado aprendi que amar é morrer, matar sofrer até matar a dor da memória morte após morte, repetir a história aos restos de vida, na dor. a glória mas o amor chegou por ti, como àgua disposto a rasgar caminho, comigo suada conquista diária, encaras-te cara a cara comigo, mostraste toda tu em mim, chegaste ao dar-te toda de tudo, disparaste rajadas cheias de intensidade de quem provou, mas não saboreou a tentação que quase me cegou, matou mas meu amor, meu amor não há nenhum como o primeiro aquele que esqueci, que se matou aquele que com a frieza da frieza espetou dois dedos ao lado, a memória matou mapa infalível, gravado, cicatrizado, soterrado pelos destroçados de um menino assustado a soberania da repetição histórica quis viver um amor como o primeiro esqueceu-se foi de se lembrar que o certo só pode existir depois de, no errado, persistir não sei amar sem morrer, sem matar foi assim que o primeiro, me ensinou foi a melodia que consegui gravar la cabra, la cabra, puta da culpa morre sozinha, morre longe, de vergonha deixa-me só, com a minha historinha vou amar, mas só só até me matar baza para a tua casinha começa já a procurar não penses que me ameaças como assim, queres ficar e vais se quero que fiques, não podes ficar se ficas, ou morres, ou tens que me matar aprende, por favor a viver com este meu amor saborear-te de novo perder-me primeiro e a ti depois beber a dor, repetir a história no gelo de amar e ser ignorado repelir, por ter sido rejeitado amor sofrido, o único meu conhecido assim foi, assim foi, escolhi-te a mim e tu, escolheste-me a ti procuŕámos nas escrituras encontrámo-nos nas gravuras graves palavras, duras setas enviadas ao próprio, destinadas assim foi assim foi, que nos devolvemos ao tipo de amor que sim, assim foi, o amor que ambos escrevemos