
(ESTROFE 1) Defendendo teologia, olho além do tecido, Vejo o coração antes do pano escolhido, Jesus caminhava leve, sem luxo exibido, Vestia a simplicidade como sentido. (ESTROFE 2) Lírios não disputam forma, cor ou posição, Nem o campo se mede por aparência exterior, A beleza nasce livre, sem fiscalização, E o cuidado divino dispensa rigor. (ESTROFE 3) Defendendo teologia que respira verdade, Questiono regras que moldam só o visual, Quando a fé vira molde de uniformidade, Perde o toque humano e vira tribunal. (REFRÃO) NÃO É O TECIDO QUE DEFINE O SER, NEM O CORTE QUE ENSINA A VIVER, A FÉ QUE APRISIONA O OLHAR ESQUECE O AMOR QUE SABE LIBERTAR. (ESTROFE 4) Códigos rígidos tentam controlar o espelho, Como se Deus se medisse por padrão, Mas o Cristo escolheu o caminho vermelho Do encontro simples, sem imposição. (ESTROFE 5) Defendendo teologia com olhos atentos, Percebo o risco da fé virar vitrine, Quando se vigia roupa e gestos lentos, O essencial se perde na disciplina. (REFRÃO) NÃO É O TECIDO QUE DEFINE O SER, NEM O CORTE QUE ENSINA A VIVER, A FÉ QUE APRISIONA O OLHAR ESQUECE O AMOR QUE SABE LIBERTAR. (ESTROFE 6) Jesus falava do corpo sem ansiedade, Convidava à confiança no cuidado maior, Mas sistemas trocaram liberdade Por regras que pesam mais que o amor. (ESTROFE 7) Defendendo teologia que gera inclusão, Afirmo: Deus não veste preconceito, Ele acolhe a vida em cada expressão E chama beleza o que nasce do peito. (REFRÃO) NÃO É O TECIDO QUE DEFINE O SER, NEM O CORTE QUE ENSINA A VIVER, A FÉ QUE APRISIONA O OLHAR ESQUECE O AMOR QUE SABE LIBERTAR.

