(ESTROFE 1) Curtindo a natureza no compasso do chão, Ouço o céu se abrindo em delicada canção, A chuva que cai não pede atenção, Mas muda paisagens com silenciosa intenção. (ESTROFE 2) Cada gota é um gesto breve no ar, Quase invisível no toque da mão, Mas sabe o caminho certo de chegar Onde a sede aprende outra lição. (ESTROFE 3) Curtindo a natureza, percebo o segredo: Nada cresce sozinho, nada vem de um só vez, A chuva insiste sem pressa nem medo E o verde responde com lucidez. (REFRÃO) A CHUVA QUE CAI ENSINA A SOMAR, PEQUENOS PASSOS SABEM TRANSFORMAR, O QUE PARECE POUCO APRENDE A FICAR ATÉ FAZER RIOS APRENDEREM A ANDAR. (ESTROFE 4) Vejo lagos nascerem de insistências sutis, De encontros humildes no ventre da terra, A floresta se ergue em acordes gentis Que a pressa humana raramente observa. (ESTROFE 5) Curtindo a natureza, o tempo desacelera, Cada gota conhece o seu lugar, Nada se perde na chuva sincera Que cai sabendo esperar. (REFRÃO) A CHUVA QUE CAI ENSINA A SOMAR, PEQUENOS PASSOS SABEM TRANSFORMAR, O QUE PARECE POUCO APRENDE A FICAR ATÉ FAZER RIOS APRENDEREM A ANDAR. (ESTROFE 6) Assim também a vida se constrói no miúdo, No quase nada que insiste em cair, O mundo se sustenta nesse conteúdo Que só o olhar atento consegue sentir. (ESTROFE 7) Curtindo a natureza, aprendo com a água: Ser fiel ao cair, mesmo sem aplauso algum, Pois gotas reunidas vencem a mágoa E fazem do comum algo incomum. (REFRÃO) A CHUVA QUE CAI ENSINA A SOMAR, PEQUENOS PASSOS SABEM TRANSFORMAR, O QUE PARECE POUCO APRENDE A FICAR ATÉ FAZER RIOS APRENDEREM A ANDAR.