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A ORAÇÃO EM VOZ ALTA COMO OBRIGAÇÃO

(ESTROFE 1) Defendendo teologia, aprendi no silêncio Que fé não precisa de palco ou clarim, Há palavras que nascem no recolhimento E só Deus entende quando chegam ao fim. (ESTROFE 2) Nem toda voz elevada é oração, Nem todo gesto visível é devoção, Há corações que falam baixo no chão E alcançam o céu sem exibição. (ESTROFE 3) Jesus ensinou o quarto fechado, O segredo como lugar de verdade, Mas transformaram clamor sussurrado Em prova pública de espiritualidade. (REFRÃO) ORAÇÃO NÃO É ESPETÁCULO NEM PROVA, É ENCONTRO NU ENTRE ALMA E LUZ, QUEM ORA NÃO BUSCA PALMAS NEM GLÓRIA, BUSCA O ABRAÇO INVISÍVEL DE JESUS. (ESTROFE 4) Defendendo teologia, questiono o ruído Que confunde fervor com imposição, Quando o íntimo vira dever exigido, A fé perde corpo e vira encenação. (ESTROFE 5) Há quem cale por medo de parecer fraco, Há quem grite pra não ser esquecido, Mas Deus escuta o suspiro opaco Que nunca foi em público proferido. (REFRÃO) ORAÇÃO NÃO É ESPETÁCULO NEM PROVA, É ENCONTRO NU ENTRE ALMA E LUZ, QUEM ORA NÃO BUSCA PALMAS NEM GLÓRIA, BUSCA O ABRAÇO INVISÍVEL DE JESUS. (ESTROFE 6) O excesso de forma pode ferir o sentido, Quando o dever sufoca a relação, Pois quem ama fala até sem ruído E confia no ouvido do coração. (ESTROFE 7) Defendendo teologia, permaneço fiel À fé que nasce longe da multidão, Onde a oração não sobe em papel, Mas desce fundo na contrição. (REFRÃO) ORAÇÃO NÃO É ESPETÁCULO NEM PROVA, É ENCONTRO NU ENTRE ALMA E LUZ, QUEM ORA NÃO BUSCA PALMAS NEM GLÓRIA, BUSCA O ABRAÇO INVISÍVEL DE JESUS.