
(estrofe 1) Jericó ficou marcada por uma página de aflição, Homens, mulheres e crianças entraram na execução; E o texto apresentou aquela morte como determinação, Mas meu coração pergunta: isso vem do Deus da compaixão? (estrofe 2) A criança que sequer compreende o peso da guerra, Também aparece alcançada pela violência daquela terra; E diante desse quadro minha consciência se encerra, Pois Jesus toma os pequenos nos braços, não os lança por terra. (estrofe 3) A mulher sem espada, sem combate e sem defesa, Não poderia carregar sozinha a culpa de uma contenda acesa; O Deus que Jesus revela olha a pessoa com grandeza, E não transforma a fragilidade humana em motivo de sentença. (estrofe 4) O homem derrotado poderia tornar-se simplesmente um nome, Mas a vida permanece vida, mesmo quando a guerra a consome; Cristo encontra o ser humano antes que o preconceito o tome, E oferece pão e misericórdia ao que a fome espiritual consome. (refrão) A MORTE DE HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS, NÃO PODE SER O ROSTO DO DEUS QUE EM JESUS SE ALCANÇA; SE CRISTO É A REVELAÇÃO DO PAI EM SUA ESPERANÇA, ESSA MATANÇA É LIMITE HUMANO, NÃO DIVINA SEMELHANÇA. (estrofe 5) Há uma dor ainda maior quando a infância é atingida, Pois a criança não escolheu a batalha nem a partida; Jesus chama os pequenos para junto de sua vida, E mostra que toda existência merece ser acolhida. (estrofe 6) Ele não perguntou à criança de qual lado ela vinha, Nem separou inocentes conforme a bandeira que tinha; Tomou os pequeninos como expressão da graça divina, E fez da simplicidade deles uma grande lição genuína. (estrofe 7) Quando leio Josué, não preciso fugir da narrativa, Posso encarar sua dureza sem torná-la normativa; A fé também amadurece quando examina o que arquiva, E escolhe seguir Jesus, cuja misericórdia permanece viva. (refrão) A MORTE DE HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS, NÃO PODE SER O ROSTO DO DEUS QUE EM JESUS SE ALCANÇA; ONDE O RELATO DESCREVE UMA MORTE SEM ESPERANÇA, EU VEJO O LIMITE HUMANO DE UMA ANTIGA LEMBRANÇA. (estrofe 8) Talvez um povo antigo tenha narrado sua vitória assim, Imaginando que seu próprio êxito precisava de um “sim”; Mas dizer “Deus mandou” não torna o massacre santo enfim, Pois Jesus revela um Pai cujo amor não encontra esse fim. (estrofe 9) A cruz mostra um caminho radicalmente diferente, Jesus sofre violência sem devolver violência ao agressor; Em vez de pedir vingança contra quem o fere cruelmente, Ele oferece perdão, revelando a grandeza do amor. (estrofe 10) Por isso, diante da morte que Josué registra em sua voz, Eu não quero mais colocar aquele retrato sobre nós; Entre uma antiga interpretação e o Cristo que morreu por todos nós, Escolho Jesus como medida do Deus que se revela em sua voz. (ponte) Quanto falhei julgando a fidelidade pelo medo da contestação, Como se questionar uma antiga leitura fosse falta de devoção; Hoje confesso: minha fé precisava também de discernimento e reflexão, Pois amar Jesus exige coragem para rever a própria interpretação. (refrão) A MORTE DE HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS, NÃO É A FACE DO PAI QUE EM JESUS SE REVELA E SE ALCANÇA; ATRIBUIR-LHE ESSA MATANÇA ULTRAPASSA A MINHA ESPERANÇA, E EU A RECONHEÇO COMO LIMITE HUMANO, COMO ACRÉSCIMO À LEMBRANÇA. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de eterno amor, Jamais diferente disso conosco, seja qual for a nossa dor; Quem vê o Filho contempla o Pai, nosso eterno Salvador, E no Deus que Cristo revela descanso: Deus é amor.

