
(estrofe 1) Chegaram com cruzes, em nome do céu, Mas trouxeram correntes sob o mesmo véu. Chamaram de fé o domínio imposto, E em nome de Cristo, ergueram o posto. (estrofe 2) Bíblias nas mãos, espadas ao lado, O ouro e o poder, o sonho mascarado. Diziam “salvar” enquanto tomavam, E os povos nativos em dor choravam. (estrofe 3) O batismo virou selo de controle, E a cultura local perdeu seu role. O idioma imposto calou os tambores, E o Deus dos brancos silenciou as cores. (refrão) Jesus pregou o amor libertador, Mas o império usou Seu nome em favor Da terra, da coroa e da ambição, Não do povo, nem do coração. (estrofe 4) Missões marcharam com fardas e reis, Chamando de “paz” o que destruísse leis. Ergueram igrejas onde havia floresta, E chamaram de “salvação” toda a conquista honesta. (estrofe 5) Em cada aldeia, um nome europeu, Em cada altar, o poder que cresceu. A cruz que devia libertar e curar, Tornou-se bandeira de dominar. (refrão) Jesus pregou o amor libertador, Mas o império usou Seu nome em favor Da terra, da coroa e da ambição, Não do povo, nem do coração. (estrofe 6) Mas houve missionários de alma sincera, Que viram em Cristo a justiça que espera. Amaram os povos, partilharam o pão, E lutaram contra a exploração. (estrofe 7) A fé não é colonizar, é servir, Não é impor, mas deixar o outro florir. Cristo não é império, é comunhão, É a voz livre que liberta a nação. (refrão) Jesus pregou o amor libertador, Mas o império usou Seu nome em favor Da terra, da coroa e da ambição, Não do povo, nem do coração.

