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O Deus que manda exterminar povos

(estrofe 1) No monte ouvi a antiga narrativa, Falando em conquista, espada e poder; Mas tua voz, em graça sempre viva, Chamava o inimigo para renascer. (estrofe 2) Aprendi que cidades pereciam, Como se o céu pedisse tal rigor; Mas teus caminhos sempre floresciam, Regando a terra com perfeito amor. (estrofe 3) Vi bandeiras erguidas pela guerra, Jurando possuir toda a nação; Mas teu Reino não mede força ou terra, Só conquista os corações pelo perdão. (estrofe 4) Chamaram santa a fúria das batalhas, Vestindo Deus com trajes de temor; Mas tua cruz desfez antigas muralhas, Vestindo o mundo inteiro com amor. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Pois onde havia espada, tua mão semeia o bem. Se Moisés viu guerras, em Jesus o Pai encontrei; Amar os inimigos revela quem Tu és. Amém. (estrofe 5) Achei que a vitória nascia do combate, E que vencer era fazer sofrer; Mas vi teu Filho recusando o embate, Preferindo sempre restaurar o viver. (estrofe 6) Pensei que tua glória fosse o medo, Que reis se curvassem por terror; Mas teu trono revelou outro segredo: Humildade sustentada pelo amor. (estrofe 7) As fronteiras pareciam teu desejo, Separando povos pela condição; Mas vi Jesus romper qualquer ensejo De excluir alguém da redenção. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Pois onde havia espada, tua mão semeia o bem. Se Moisés viu guerras, em Jesus o Pai encontrei; Amar os inimigos revela quem Tu és. Amém. (estrofe 8) Não vi teu rosto no clamor das lanças, Nem teu olhar na sede de vencer; Te encontrei sustentando as esperanças Dos que escolheram sempre proteger. (estrofe 9) O vento leva impérios e troféus, Toda conquista humana chega ao fim; Mas permanece eterno o Deus dos céus, Que planta eternidade dentro de mim. (estrofe 10) Agora leio a antiga caminhada Sob a luz daquele que venceu na cruz; Vejo que toda história iluminada Só encontra sentido em tua luz. (ponte) Lamento quantas vezes transformei tradição em revelação, Confundindo o eco dos séculos com tua eterna voz. Defendi uma imagem moldada pelas guerras da civilização, Sem perceber que teu coração já brilhava em Cristo entre nós. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Pois onde havia espada, tua mão semeia o bem. Se Moisés viu guerras, em Jesus o Pai encontrei; Amar os inimigos revela quem Tu és. Amém. (refrão final) Agora descanso em Jesus, perfeito Amor sem fim; Contigo jamais haverá sombra de violência ou rancor. Deus conosco, ontem, hoje e para sempre junto de mim, Eternamente reconheço: tua essência é somente amor.