(estrote 1) No sopro leve do vento, a manhã muda de cor, cada estação desenha o tempo com seu raro valor. A terra gira em segredo, sem pressa de anunciar, o milagre dos ciclos que vêm sempre nos renovar. (estrote 2) O inverno chega manso, guardião do adormecer, no frio a vida descansa, preparando o florescer. Há um silêncio profundo que abraça cada raiz, ensinando que o recolhimento também nos faz felizes. (estrote 3) A primavera desperta com seu riso multicolor, perfuma os passos do mundo com pétalas de amor. É o broto que rompe a terra sem medo de existir, lembrando que recomeços sempre encontram um jardim. (refrão) As estações conversam baixinho com o coração, dizendo que toda mudança é forma de evolução. A natureza ensina, sem jamais levantar a voz, que o tempo é um mestre sábio cuidando de todos nós. (estrote 4) O verão chega ardendo como sol em celebração, aquece o peito cansado, dissolve a solidão. É convite para viver o instante sem esquecer, que a luz também pode ser descanso no amanhecer. (estrote 5) O outono sopra histórias em folhas que vão cair, mostrando que até ao partir, há beleza a reluzir. Cada cor que desfolha o chão, em dourado se desfaz, ensinando que deixar ir também nos devolve a paz. (refrão) As estações conversam baixinho com o coração, dizendo que toda mudança é forma de evolução. A natureza ensina, sem jamais levantar a voz, que o tempo é um mestre sábio cuidando de todos nós. (estrote 6) E assim a terra dança, num compasso sem igual, ora quente, ora fria, ora calma, ora inicial. É um ciclo que nunca cansa, uma sabedoria que vem, sussurrando que a vida gira sempre para o bem. (estrote 7) Curtindo a natureza, aprendemos sem temer, que tudo tem sua hora de nascer e renascer. E cada estação do ano, com sua forma de ensinar, é poema do universo a nos preparar para amar. (refrão) As estações conversam baixinho com o coração, dizendo que toda mudança é forma de evolução. A natureza ensina, sem jamais levantar a voz, que o tempo é um mestre sábio cuidando de todos nós.