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A exclusão dos filhos considerados ilegítimos

(estrofe 1) Disseram que a culpa passava ao nascer, Como sombra herdada na geração; Mas Cristo fez todo filho compreender Que o Pai conhece cada coração. (estrofe 2) Carregavam nomes marcados pelo passado, Sem culpa do próprio caminhar; Mas teu Filho chamou cada rejeitado Para livremente contigo estar. (estrofe 3) A vergonha erguia antigos portões, Fechando caminhos de comunhão; Mas tua graça derrubou os grilhões, Erguendo pontes de restauração. (estrofe 4) Os homens contavam genealogias, Medindo o valor pela descendência; Mas Cristo anunciou novos dias, Fundados na fé e na consciência. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais excluis um filho por sua origem ou geração. Jesus acolheu todos os que vieram, e nele encontrei O Deus que faz da graça a verdadeira filiação. (estrofe 5) Nem o berço define o destino, Nem a história dos pais decide o amanhã; Teu amor escreve outro caminho, Como a luz vencendo a manhã. (estrofe 6) A semente brota onde encontra terra, Sem perguntar quem primeiro a lançou; Assim tua graça vence toda guerra, Pois teu amor jamais discriminou. (estrofe 7) Sentaste à mesa com publicanos, Recebeste crianças com igual valor; Mostraste que todos os seres humanos Podem encontrar descanso em teu amor. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais excluis um filho por sua origem ou geração. Jesus acolheu todos os que vieram, e nele encontrei O Deus que faz da graça a verdadeira filiação. (estrofe 8) Nenhuma criança nasce culpada, Por escolhas que nunca decidiu; Teu olhar contempla cada jornada, Com o carinho que sempre existiu. (estrofe 9) Teu Reino derruba antigos muros, Onde o preconceito quis morar; Constrói horizontes mais seguros, Para cada vida florescer e amar. (estrofe 10) Hoje vejo tua eterna vontade: Receber todos junto ao teu altar; Pois tua perfeita paternidade Jamais deixa um filho sem lugar. (ponte) Quanto tempo imaginei que tua justiça pudesse alcançar pessoas por circunstâncias que jamais escolheram viver, Como se o nascimento determinasse quem seria digno de tua presença. Hoje reconheço que atribuí ao teu coração critérios humanos de honra e vergonha que jamais poderiam te descrever, Pois em Jesus encontrei o Pai que adota, restaura e chama cada pessoa pelo nome, sem medir sua origem, mas oferecendo graça abundante. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Jamais excluis um filho por sua origem ou geração. Jesus acolheu todos os que vieram, e nele encontrei O Deus que faz da graça a verdadeira filiação. (refrão final) Agora descanso em Jesus, eterno Deus de amor; Nenhuma origem diminui teu eterno favor. Deus conosco, perfeito em graça e esplendor, Pois em tua casa todo filho encontra lugar no teu amor.