(Estrofe 1) Nos livros antigos da lei severa, dizia-se que a dor que impera no corpo frágil do pecador era resposta do justo Senhor. (Estrofe 2) Feridas, febres e enfermidades eram lidas como culpas e maldades, como se o céu, ao ver o errar, tocasse o homem para o castigar. (Estrofe 3) Assim a doença ganhava sentença, misturando culpa à enfermidade intensa, e o enfermo carregava, além da dor, o peso cruel de ser transgressor. (Estrofe 4) O corpo cansado virava sinal de juízo divino e castigo fatal, como se o sofrimento humano fosse decreto do soberano. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová acusador, que transforma doença em sinal de pecador, Teu Filho mostrou outra revelação: a dor não nasce da condenação. (Estrofe 5) Então surge Jesus no caminho da vida, vendo a dor da gente sofrida, e ao invés de culpar o enfermo caído, estende-lhe o toque jamais proibido. (Estrofe 6) Diante do cego que nunca viu luz, perguntam-lhe sobre culpa, e Jesus responde com calma e clareza: “não foi pecado que trouxe tristeza”. (Estrofe 7) Ali se rompe o antigo argumento que ligava doença ao julgamento, pois Deus não escreve na carne ferida uma sentença contra a vida. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová acusador, que transforma doença em sinal de pecador, Teu Filho mostrou outra revelação: a dor não nasce da condenação. (Estrofe 8) Então percebo nas eras passadas mentes humanas buscando respostas apressadas, tentando explicar a fragilidade do viver como decreto do divino querer. (Estrofe 9) Mas Cristo revela com nova visão que Deus não governa pela punição, antes visita o sofrer humano com compaixão que estende a mão. (Estrofe 10) Assim a cura se torna sinal de um Deus que vence todo o mal, não castigando a humanidade ferida, mas restaurando a esperança da vida. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por tantas vezes ter repetido antigas teses, dizendo que a dor vinha do céu como lei quando em Jesus vi o contrário do que preguei. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová acusador, que transforma doença em sinal de pecador, Teu Filho mostrou outra revelação: a dor não nasce da condenação. (Refrão Final) Agora descanso no Deus revelado em Jesus, cujo amor sobre toda a dor reluz, sei que jamais serás causa de aflição, pois Teu eterno nome é compaixão.