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PROMESSA DE FOME COMO CASTIGO DIVINO

(Estrofe 1) Nos pergaminhos de antigas nações, ouvia-se Deus falar de privações, se o povo quebrasse o pacto firmado, viria a fome sobre o campo lavrado. (Estrofe 2) A terra seria pó ressequido, o trigo morreria no chão ferido, e o pão escasso na mesa do lar seria sinal de Deus castigar. (Estrofe 3) Assim cresceu na memória do povo o medo de um céu austero e removo, onde a colheita podia cessar se alguém ousasse a lei transgredir ou negar. (Estrofe 4) Era um retrato pintado de dor, de um Deus que responde com fome e terror, como se a escassez da plantação fosse sentença divina à nação. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, que envia a fome como lição de temor, Teu Reino floresce em mesa e pão, Teu amor não cultiva a privação. (Estrofe 5) Então Jesus caminha entre multidões, vendo a fome em tantos corações, e em vez de ensinar pela privação, reparte alimento e compaixão. (Estrofe 6) Cinco pães nas mãos do Nazareno tornam-se banquete sereno, pois o Deus que Ele veio revelar não precisa a miséria enviar. (Estrofe 7) O milagre ecoa sobre a relva verde, onde o povo come e nada se perde, mostrando que o céu deseja ofertar o pão que sustenta todo o respirar. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, que envia a fome como lição de temor, Teu Reino floresce em mesa e pão, Teu amor não cultiva a privação. (Estrofe 8) Então percebo na antiga escritura ecos humanos de dor e cultura, povos tentando explicar o sofrer vendo em Ti o motivo de padecer. (Estrofe 9) Mas Cristo abre outra compreensão: Deus não governa pela escassez do pão, antes reparte graça e provisão como Pai generoso à criação. (Estrofe 10) Assim a mesa se torna altar onde a vida aprende a partilhar, pois Deus se revela na multiplicação do amor que alimenta o coração. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por tantas vezes ter defendido antigas teses, dizendo que a fome vinha de Ti quando Teu Filho mostrou repartir. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, que envia a fome como lição de temor, Teu Reino floresce em mesa e pão, Teu amor não cultiva a privação. (Refrão Final) Agora descanso no Deus que és Tu, revelado na graça de Jesus, sei que jamais negarás compaixão, pois Teu nome eterno é Amor e Pão.