
(estrofe 1) Sendo luz do mundo, o passo exige chão Onde palavra e gesto sabem rimar Quando a fé se parte em contradição A alma aprende a se confrontar (estrofe 2) Não ser fiel ao que se acredita É acender lâmpada com óleo errado A chama existe, mas não ilumina E o peito arde, desalinhado (estrofe 3) Há um ruído interno que não dorme Quando a prática trai a convicção A consciência vira espelho enorme Refletindo a própria negação (refrão) Ser luz é ser inteiro por dentro Sem vender a verdade em parcelas Quando o viver rompe o pensamento A culpa apaga as janelas (estrofe 4) A incoerência pesa como sombra Que segue o corpo ao meio-dia Não acusa, mas cobra A coragem de viver o que cria (estrofe 5) Quem crê e age em direção oposta Constrói um labirinto moral A fé, antes farol de resposta Vira névoa existencial (refrão) Ser luz é ser inteiro por dentro Sem vender a verdade em parcelas Quando o viver rompe o pensamento A culpa apaga as janelas (estrofe 6) Não é perfeição que a luz requer Mas honestidade no caminhar Reconhecer quem se é Para não se perder ao tentar brilhar (estrofe 7) Sendo luz do mundo, enfim se aprende Que crer é também se comprometer Quando a vida ao credo se rende A paz volta a acontecer (refrão) Ser luz é ser inteiro por dentro Sem vender a verdade em parcelas Quando o viver rompe o pensamento A culpa apaga as janelas

