
(estrofe 1) Na casa dos tios a vida florescia, Cada abraço chegava trazendo alegria; Meu sobrenome ganhava um novo calor, Feito árvore antiga sustentada pelo amor. (estrofe 2) Primos corriam ligeiros pelos quintais, Inventando aventuras jamais iguais; Entre risos, poeira e céu de anil, A infância escrevia seu livro infantil. (estrofe 3) Minhas tias bordavam afeto no olhar, Sabiam ouvir antes mesmo de eu falar; Nos pequenos gestos de dedicação, Plantavam ternura em meu coração. (estrofe 4) Meus tios contavam histórias sem fim, Misturando coragem, humor e jardim; Cada palavra deixava um clarão, Iluminando os caminhos da minha formação. (refrão) Tenho saudades de mim na família de meu pai, Onde o amor multiplicado jamais se desfaz; Tios, tias, primos e primas foram meu chão, Construindo em mim eterno pertencimento e união. (estrofe 5) Os almoços reuniam gerações inteiras, Temperados de risos e longas conversas verdadeiras; Cada mesa tornava-se uma celebração, Onde a simplicidade vestia o coração. (estrofe 6) Os conselhos chegavam sem imposição, Como chuva serena fecundando o chão; Aprendi que viver é também compartilhar, E que a família ensina sem precisar falar. (estrofe 7) As fotografias congelaram o tempo ligeiro, Mas não prenderam o afeto verdadeiro; Cada lembrança permanece a florescer, Como fonte que jamais deixa de correr. (refrão) Tenho saudades de mim na família de meu pai, Onde o amor multiplicado jamais se desfaz; Tios, tias, primos e primas foram meu chão, Construindo em mim eterno pertencimento e união. (estrofe 8) Cada reencontro era uma nova canção, Tecida em abraços de sincera emoção; Não havia riqueza maior para guardar, Que o privilégio de juntos caminhar. (estrofe 9) As diferenças jamais venceram o bem, Porque o carinho falava sempre além; Aprendi que a paz também nasce assim, Quando muitos corações fazem morada em mim. (estrofe 10) Hoje contemplo com profunda gratidão, O quanto esse legado moldou meu coração; A família de meu pai continua a existir, Nas raízes que sustentam meu porvir. (ponte) Lamento as vezes em que deixei passar, Momentos tão simples sem os valorizar; Permiti que a distância ocupasse lugar, Onde o amor sempre quis permanecer e morar. (refrão) Tenho saudades de mim na família de meu pai, Onde o amor multiplicado jamais se desfaz; Tios, tias, primos e primas foram meu chão, Construindo em mim eterno pertencimento e união. (refrão final) Hoje abraço minha história com felicidade, Faço da gratidão minha maior verdade; Mesmo quando a tristeza insistir em chegar, Eu me amo e escolho todos os dias continuar.

