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A RELIGIÃO COMO MEIO DE PODER E STATUS

(estrofe 1) Defendendo teologia com os pés no chão Onde a verdade aprende a se curvar O saber não pede trono nem brasão Prefere servir antes de mandar (estrofe 2) Quando a fé vira escada social Perde o rumo, troca o coração Título brilha, mas soa artificial Se não nasce da compaixão (estrofe 3) Há mãos que disputam púlpitos altos Enquanto esquecem o chão da dor A grandeza se mede em gestos simples E não no peso do doutor (refrão) Quem se inclina entende o Reino Quem se exalta perde a visão O amor não usa medalhas Nem se veste de ostentação (estrofe 4) Defendendo teologia como serviço Não como palco de vaidade A verdade floresce no improviso Da humilde responsabilidade (estrofe 5) Quando cargos viram identidade A mensagem começa a ruir O poder disfarçado de piedade Ensina a mandar, não a servir (refrão) Quem se inclina entende o Reino Quem se exalta perde a visão O amor não usa medalhas Nem se veste de ostentação (estrofe 6) A fé que transforma não faz carreira Constrói pontes, não pedestais Sabe que toda liderança verdadeira Se prova nos gestos mais banais (estrofe 7) Defendendo teologia com humildade Onde o saber aprende a ajoelhar Ali o Reino vira realidade E o status aprende a calar (refrão) Quem se inclina entende o Reino Quem se exalta perde a visão O amor não usa medalhas Nem se veste de ostentação