(estrofe 1) No calor das horas que o mundo levanta, quando o cansaço visita o viver, teu amor se abre como árvore santa, onde a alma encontra lugar para ser. (estrofe 2) Caminhei por vales de pó e distância, onde o tempo pesava no coração, mas tua presença mudou a fragrância dos caminhos cansados da solidão. (estrofe 3) Tua sombra desce serena e tranquila como nuvem leve no céu de verão, e meu peito cansado ali se aniquila para nascer de novo em mansidão. (estrofe 4) Há silêncios no mundo que ferem a mente, há rumores que tiram o respirar, mas teu colo é jardim transparente onde o medo aprende a descansar. (refrão) Debaixo da sombra do amor verdadeiro minha alma encontra lugar e calor, pois quem se abriga nesse pomar inteiro descobre o descanso que nasce do amor. (estrofe 5) Como rio que corre por dentro da terra, teu cuidado sustenta o viver, mesmo quando a vida parece uma guerra, tua paz faz a esperança florescer. (estrofe 6) Tua sombra é abrigo nas tardes inquietas, é refúgio secreto do coração, como campo que acolhe sementes discretas que germinam em nova estação. (estrofe 7) Teu amor se derrama em silêncio profundo, como orvalho cobrindo o jardim, e na pausa que nasce no meio do mundo descubro que a paz vive em mim. (refrão) Debaixo da sombra do amor verdadeiro minha alma encontra lugar e calor, pois quem se abriga nesse pomar inteiro descobre o descanso que nasce do amor. (estrofe 8) Há caminhos velozes que cansam a vida, há pressa nos passos da multidão, mas tua sombra ensina a pausa querida que devolve sossego ao coração. (estrofe 9) Como tarde serena depois da tormenta, teu carinho repousa no olhar, e a esperança que em mim se alimenta aprende outra vez a confiar. (estrofe 10) Por isso me assento sem medo nem pressa, no jardim que teu amor construiu, pois a paz que tua presença confessa é descanso que o céu repartiu. (refrão) Debaixo da sombra do amor verdadeiro minha alma encontra lugar e calor, pois quem se abriga nesse pomar inteiro descobre o descanso que nasce do amor.