
(Estrofe) No Êxodo vi lampejos do Eterno Como quem vê o sol por fresta estreita Era verdade, mas ainda em terreno Onde a luz chega curta e imperfeita (Estrofe) Não era mentira, nem invenção Era passo possível na história Deus cabia ali na compreensão Limitada pela dor e memória (Estrofe) Vi um Deus moldado pela travessia Falando na língua do deserto Era presença, mas não plenitude ainda Era encontro real, porém aberto (Refrão) Jesus é a revelação inteira O rosto claro do eterno amor O que era sombra vira primavera Deus plenamente conhecido no Filho Senhor (Estrofe) Confundi limite com essência Tomei o provisório por final Não percebi que a própria consciência Já pedia algo mais radical (Estrofe) Defendi como definitivo O que era pedagógico e parcial Esqueci que Deus é sempre vivo E não um conceito ancestral (Estrofe) O Êxodo foi berço, não destino Foi começo, não conclusão A verdade seguia seu caminho Rumo à encarnação (Refrão) Jesus é a revelação inteira O rosto claro do eterno amor O que era sombra vira primavera Deus plenamente conhecido no Filho Senhor (Estrofe) Quando o Verbo se fez presença A incompletude encontrou seu fim Deus já não fala só por crença Mas caminha junto a mim (Estrofe) O que era lei virou vida O que era temor virou relação A revelação antes contida Agora tem nome, rosto e mão (Ponte) Lamento ter parado no meio do caminho E chamado de pleno o que era sinal Usei o nome de Deus como destino Quando era seta apontando o final Defendi limites como se fossem glória E estágios como eternidade Não li a própria história Como processo rumo à verdade (Refrão) Jesus é a revelação inteira O rosto claro do eterno amor O que era sombra vira primavera Deus plenamente conhecido no Filho Senhor (Refrão Final) Hoje descanso no Deus revelado Sem fragmentos, sem contradição Em Jesus, tudo está unificado Amor perfeito em encarnação Jamais, por motivo algum, será diferente Deus é amor em plena luz Conhecido, próximo e permanente No coração de Jesus

